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sábado, março 18, 2006

Socioantropologia... ka p*** de cena... alguém me diz o que é?

Pois...Socioantropologia é uma valente bosta...
Porque eu vou às aulas e não sei do que falamos...! E tenho até bons apontamentos e mesmo assim acho que aquilo é tudo ou do senso comum ou duma parte mais do foro psicológico...
É que nem a p*** da definição eu sei...só mesmo desmontando a palavra e falando de cada parte de forma estanque... =S

Enfim... de qualquer das maneiras, e sem saber o que estou a estudar daquilo ponho-vos á disposição esta belissima preciosidade, que foi o meu relatório sobre o filme "PATCH ADAMS" e do texto "O CONGRESSO DOS LOUCOS OU DA LOUCURA DOS SÃOS", de Giovanni Papim... loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool

Só eu mesmo para fazer uma cena destas...

"Após uma análise do filme “Patch Adams”, procurando apenas focar os aspectos do domínio da Socioantropologia, e abordando as personagens do filme como representativas de inúmeras pessoas da nossa sociedade, denotaram-se vários aspectos aspectos de especial atenção.
Em termos de contexto sociocultural, o filme decorre na década de 60, em que as regras sociais eram bastante conservadoras e os papéis sociais extremamente definidos (por exemplo, uma profissão associada a um alto estatuto social como a Medicina, era atribuída apenas a homens); o culto da meritocracia era vigente, tal como actualmente; mas esta década é também um momento da história da sociedade em que se iniciou uma grande contestação do regime social imposto; sendo em parte o motor para o início da verdadeira emancipação da mulher, por exemplo. Quanto ao filme, inicialmente Patch auto-internou-se num hospital psiquiátrico e sofreu um grande impacto ao aperceber-se que seria muito mais «normal» que os restantes doentes. Mas, na verdade, apercebeu-se com o tempo, e com a consequente crescente interacção com os restantes doentes, que estes também tinham “a sua dose de sanidade”, tendo uma relação bastante cooperativa e próxima com os mesmos; aprendeu imenso como ajudou-os de variadas maneiras. Depois da sua saída, deixou então, de os encarar como «loucos», pois algumas das suas afirmações, em termos de conhecimento como forma de abstracção, faziam sentido. Chegou pois, tal como muitas pessoas do presente, à conclusão de que a linha entre «normal» e «anormal» é ténue e transponível. No filme, Patch sublinha o quão a noção de subjectividade é confundida pela sociedade em geral por delírio, alucinação ou loucura (não têm em conta os «outliers»), o mesmo verificando-se ainda hoje; age então de forma natural em todas as alturas, não sendo considerado «louco», mas sim admirado por todos no fim. Foi neste momento que teve uma espécie de “insight”, onde descobriu que o seu objectivo seria ajudar os mais desfavorecidos. Tornou-se então estudante de medicina, um investigador que interactuava imenso com diferentes doentes do hospital onde estudava, sempre com uma relação de proximidade naquele espaço social, procurando saber e satisfazer as necessidades dessas pessoas. No que concerne às tensões entre intimidade e distanciação existentes no filme, Patch, procurou sempre manter elos de ligação bastante próximos não só com os amigos, mas também com os próprios doentes, tentando sempre contornar os momentos de distanciação (exemplo: após o doente oncológico, adulto, o ter expulso do quarto, Patch consegue contornar essa situação antes da sua morte). Outro exemplo de especial relevância para esta reflexão, é o da relação de Adams com Mitch: este, com um «background» ligado à saúde e a alto estatuto social, considera injusto que Patch, que não respeita as normas sociais estandardizadas associadas àquele estatuto, venha a ter a mesma profissão que ele. Este é um aspecto de competitividade bastante frequente mesmo nos dias de hoje. Adams, por não respeitar essas mesmas regras, também desvalorizava todo e qualquer tipo de estereótipo e preconceito a si adjacente (sendo estes elaborados e regulados pelas massas): menosprezava o facto de não ter a idade mais frequente para frequentar uma licenciatura, assim como não dava importância ao tipo de comportamento esperado ao típico estudante de Medicina.
Carin Fisher, personagem do filme representativa das mulheres que procuram a independência e um estatuto social diferente do comum, abdicou de toda uma vida social agradável (actividades de lazer com o grupo de pares, como festas) para se dedicar ao estudo da profissão que pretende exercer – Medicina. Abdica também duma vida pessoal (relacionamentos) para poder adquirir no futuro a ansiada emancipação, com um bom estatuto, que socialmente para as mulheres era extremamente difícil, como é do conhecimento comum. No entanto Patch consegue mostrar-lhe que é possível uma conciliação entre o estudo, a vida social e a pessoal.A meu ver, a importância do filme pode ser traduzida numa frase do filme: “Cada ser tem um impacto no outro” – este abrange a componente da interacção social entre os intervenientes da saúde (profissionais da Saúde e doentes) e a sua influência na melhoria da qualidade de vida dos mais desfavorecidos. Essa interacção pode ser alargada a outro tipo de relações que não apenas às da saúde, onde não nos podemos esquecer do quão as ideologias e o poder económico, que são variáveis, podem condicionar essas mesmas relações.
No que diz respeito ao texto “O Congresso dos Loucos ou da Loucura dos Sãos”, e mais precisamente no domínio do conceito de «(a)normal», a principal ideia que podemos retirar é a de que todos os humanos têm hábitos comuns (bons e maus), variáveis entre as diferentes culturas, o que se revela também na conduta de todos. É, portanto, errado haver uma separação estanque desses conceitos (como foi referido anteriormente), ou seja, é errado haver a elaboração de estereótipos e consequentes preconceitos (ligados ao mesmo conceito), quando todos sabemos que todos os sistemas e toda a sociedade apresentam características boas e menos boas (pois todos vivemos numa “psicose colectiva”). Sendo assim, podemos dizer que os «razoáveis» têm uma certa dose de “loucura” e os «loucos» uma quantidade q.b. de sanidade (porque nunca nos devemos esquecer dos outliers)."


Pronto...e foi mais ou menos isto... acho que já chega... afinal é só palha...lol...

Fiquem bem... [ ] João Pedro

3 comentários:

Mário disse...

Acredita que socio é um bocado estranho..!!Pelo menos não vejo nada de objectivo o que me assusta ainda mais..Mas experimenta ir a uma aulinha de manha cedo,à teórica e vais ver que até é bom..pelo menos embala bem a conversa da prof!!Lol!!
aBrAçO My FrIeNd

rita disse...

Lol... eh pena já ter a disciplina feita 0=)... socio eh mesmo uma disciplina para espetar o ronko, k n interessa a ninguem... mas n me lixes k patch adams foi um dos melhores filmes ate entao... seus maluuuuuuuuukos:)*
um beijinhu axim gaaaaaaaaaande (ka fixe gostares de bjork:))

MICAEL disse...

É O CONTEXTO DESSA MATÉRIA NÃO TEM MUITO "PÉ NEM CABEÇA"... AKI SÓ FAZEMOS BRIGAS E DISCUSSÕES... COMO TEMOS UM GRANDE CONTINGENTE DE PESSOAS DE VARIAS PARTES DO PAÍS TEMOS TB OPNIÕES DIFERENTES SOBRE TUDO E TODOS... HEHE... MAS JA PASSEI DISSO... ENFIM... HEHE... AGORA ESTOU EM BIOÉTICA... QUE É OUTRA Q SÓ SAI DISCUSSÃO... HEHE...
ABRAÇOS... MIK